Ultimação do ada experience 2017 com formatura na JUMP Brasil

“Gostei muito, recomendo para minhas amigas, pois aprendi a programar da forma mais bacana. “, conta a participante.

1 de agosto de 2017
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Na manhã dessa terça-feira, dia 01 de agosto, o MIC ETEPAM prestigiou a entrega dos certificados de conclusão do adaXP, às estudantes participantes da capacitação. A formação foi uma iniciativa feminina para promover um curso de programação destinado exclusivamente às mulheres, como uma forma de incentivar a inclusão desse público que é tão escasso na área de TI.

Deu-se início ao evento com as boas-vindas ao público presente, do coordenador do Centro de Inovação, Francinildo Kleyson, comentando um pouco desde o planejamento até a concretização da ideia. Para dar continuidade, a ex-colaboradora de design do Centro, Maria Luiza, contou um pouco sobre sua experiência com projetos e eventos que envolvam tecnologia. A estudante disse que o MIC lhe proporcionou muitas vivências que foram essenciais para seu crescimento como profissional, como o Technovation Challenge, na qual teve a oportunidade de criar o game Focus. Recentemente, a mesma participou e foi ganhadora do Do It Challenge, onde desenvolveu o Ambtech, um projeto que envolve sustentabilidade e tecnologia promovendo a educação ambiental, ensino de empreendedorismo e bem-estar dos alunos e professores.

Considerando que as instrutoras são desenvolvedoras do aplicativo Mete a Colher, o mesmo não poderia ficar de fora quando o assunto é empoderamento feminino. Aline Silveira, palestrou sobre sua experiência ao adentrar na área de atuação de tecnologia da informação, conta que pelo fato de muito escutar que essa área era apenas para homens e não para mulheres, por pura curiosidade e desafio, apostou, e dessa forma surgiu a paixão pela coisa. Além de mostrar um pouco sobre o funcionamento do aplicativo, por fim, aponta a importância da sororidade, palavra pouco proferida em nosso dicionário, que significa a união entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, que se reflete tanto no Mete a Colher, quanto no adaXP.

Marília, representante da JUMP Brasil, apresentou a aceleradora para as mais novas criadoras de futuras startups de sucesso, explanou sobre a atuação da JUMP e como ela poderá contribuir para o crescimento das mesmas. Em seguida, o coordenador e a profissional de RH da Avanade, falaram sobre as oportunidades que a empresa oferece às mulheres da área e como deve ser exposto a carência do mercado.

Por fim, a entrega dos certificados, um momento solene, muito gratificante para as finalistas do treinamento e para as educadoras, que assim como as meninas, tiveram seu primeiro contato com estudantes para lecionar, acrescentando ao discurso a didática utilizada para que consequentemente, todas aprendessem e se familiarizassem com esse âmbito. Além disso, não poderia faltar os números que justificam o advento do ada, cerca de 75% das meninas inscritas finalizaram e por volta de 90% destas afirmam que seguirão a carreira de TI por se identificarem.

Deveras, o treinamento cumpriu com sua missão e compromisso, desmistificou a ideia de que os gêneros têm formações e trabalhos predefinidos, o mercado sofre com um déficit na presença massiva de homens, necessitando de motivação cultural ou biológica, a experiência com o programa piloto trouxe a inspiração vital para o incentivo de mulheres para a tecnologia.

Confira agora os depoimentos da participante e da instrutora, e em seguida uma breve síntese dos projetos desenvolvidos no adaXP, apresentados à banca avaliadora na última segunda-feira, dia 31 de julho:

Bruna Sales, de 19 anos, é formanda de engenharia eletrônica e eletrotécnica, conta que foi algo muito motivador poder concluir o curso, pois está conhecendo o outro lado da sua área, podendo conquistar novos horizontes. “Em minha opinião, a iniciativa de ser apenas para as mulheres foi o diferencial, tivemos um contato mais dinâmico, acho que se fosse aberto aos homens eu não iria. Pretendo dar continuidade com novos conhecimentos sobre a área, eu quero TI para minha vida. A única dificuldade foi realmente o tempo, que foi muito curto e eu não estava de férias da faculdade, mas mesmo assim, deu para desenvolver e entregar tudo pronto. ”, afirma.

Mariana Albuquerque, de 22 anos, atualmente cursa engenharia da computação e foi instrutora do ada, diz que os projetos foram muito bons, considerando o pouco tempo para desenvolver aplicativos que possam realmente contribuir para com a sociedade, viu que aplicaram muito bem os conhecimentos. “ Sinto que conseguimos cumprir nosso encargo, pois muitas se apaixonaram e querem de fato adentrar em TI. ”, considera.

Tendo em vista os invernos com altos números de perdas por chuvas fortes e baixas temperaturas, e o descarte de carcaças de geladeiras de maneira errônea, o grupo criador da “Cidade Sem Frio”, reaproveitou essa peça que seria desprezada, para serem colocadas em pontos estratégicos das cidades para armazenar agasalhos para moradores de rua, público que mais sofre com o clima frio das ruas. O aplicativo iria gerenciar a manutenção e abastecimento das geladeiras, onde a própria comunidade poderá se cadastrar como voluntário para saber a localidade destas, podendo assim, abastecer e cuidar.

O Humaniza é um aplicativo a favor do parto humanizado, onde este pode ser definido como “o parto onde a mulher é protagonista”. Segundo pesquisas sobre a problemática, a OMS indica 15% para partos cesáreos, devido à muitos processos contraindicados acontecerem com frequência, levando à violência obstétrica. Existem muitos direitos destinados às mães que as mesmas desconhecem. A ideia do grupo é informar, localizar profissionais e hospitais especializados, sejam eles privados ou públicos e estabelecer a elaboração de um plano de parto.

Todos sabem que atualmente, ainda há o descarte inconsciente do lixo, muitas são as soluções propostas, no entanto, o Coleta Fácil, visa otimizar o processo da reciclagem de materiais como vidro, óleo vegetal, baterias e pilhas, estabelecendo a comunicação entre comunidades e empresas que coletam estes materiais. Se tornando mais fácil e interativo abrir chamados para o recolhimento.

Por força da lei, todas as empresas, a partir de determinada quantidade de funcionários, devem preencher cerca de 25% das vagas na empresa com pessoas portadoras de alguma espécie de deficiência, no entanto, estas pessoas costumam sofrer com a falta de oportunidades. Para estabelecer a inclusão desse público, o Eficientes visa facilitar a procura de emprego para deficientes, onde o mesmo deverá se cadastrar e navegar em meio aos anúncios de vagas de determinadas áreas.